PLANO NACIONAL DE EDUCAÇÃO

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terça-feira, 23 de abril de 2013

HINO À LIBERDADE DOS ESCRAVOS


Salve Pátria do Progresso!
Salve! Salve Deus a Igualdade!
Salve! Salve o Sol que raiou hoje,
Difundindo a Liberdade!

Quebrou-se enfim a cadeia
Da nefanda Escravidão!
Aqueles que antes oprimias,
Hoje terás como irmão!

Maria Firmina dos Reis

Resgatados 29 trabalhadores que eram mantidos em regime de escravidão na Bahia


Uma operação dos ministérios Público do Trabalho (MPT) e do Trabalho e Emprego (MTE) do estado da Bahia resgatou ontem 29 trabalhadores que exerciam suas funções em condições análogas às escravas na empresa avícola Mauricéa Alimentos, em Barreiras (BA). Os operários trabalhavam no apanhamento de frangos, que eram armazenados em caixas para o transporte.

A empresa tem 10 dias para conceder aos ex-empregados uma indenização trabalhista. De acordo com a assessoria do MPT, os funcionários trabalhavam sem infraestrutura, pagavam pelas camas em alojamentos improvisados, além de arcar também com o custo dos equipamentos de proteção individual.
(...)

Fonte: Correio Braziliense

sexta-feira, 19 de abril de 2013

Medida provisória que destina recursos do petróleo para a educação deve ser votada até 29 de abril


A votação da Medida Provisória (MP) 592, que destina recursos do petróleo para a educação, deve ser votada na próxima semana. O relator da proposta, deputado Carlos Zarattini (PT-SP), apresentou nesta terça-feira, 16, parecer incluindo na medida a destinação das receitas do petróleo dos contratos vigentes à educação.

O antigo texto da MP vinculava à educação apenas as receitas dos novos contratos da área de concessão dos royalties do petróleo, firmados após 3 de dezembro de 2012, data da publicação da medida no Diário Oficial da União. Com o novo texto, 100% da participação especial da União e do Fundo Especial de Estados e Municípios serão destinados à educação e 100% dos royalties da União vão ficar com a ciência e tecnologia.

(...)

Fonte: MEC
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terça-feira, 16 de abril de 2013

CONHECEM?


Publicado originalmente no Correio da Noite, edição de 15/01/1915

Eu não sei que mania se meteu na nossa cabeça moderna de que todas as dificuldades da sociedade se podem obviar mediante a promulgação de um regulamento executado mais ou menos pela coação autoritária de representantes do governo.

Nesse caso de criados, o fato é por demais eloquente e pernicioso.

Por que regulamentar-se o exercício da profissão de criado? Por que obrigá-los a uma inscrição dolorosa nos registros oficiais, para tornar ainda mais dolorosa a sua situação dolorosa?

Por quê?

Porque pode acontecer que sejam metidos nas casas dos ricos ladrões ou ladras; porque pode acontecer que o criado, um dado dia, não queira mais fazer o serviço e se vá embora.

Não há outras justificativas senão estas, e são bem tolas.
(...)

segunda-feira, 15 de abril de 2013

“Muitos professores nem sabem que os livros chegam às escolas”


Entrevista concedida a Tory Oliveira, da revista Carta Capital, pela pesquisadora Aparecida Paiva, da UFMG.

O Brasil é um dos países que mais investem na compra e na distribuição de livros para as escolas. Só em 2013, o governo federal entregou 6,7 milhões de obras literárias, um investimento de 66 milhões de reais. No entanto, a política de distribuição de livros, protagonizada principalmente pelo Programa Nacional Biblioteca da Escola (PNBE), não se traduziu na apropriação do livro, tampouco na formação de leitores. Na maioria das vezes, as obras literárias não saem das caixas.

Foi o que constatou a pesquisadora Aparecida Paiva, organizadora e uma das autoras do livro Literatura Fora da Caixa – O PNBE na escola, publicado pela Editora Unesp. Segundo a professora de pós-graduação da Universidade Federal de Minas Gerais, a formação incipiente de mediadores de leitura e a falta de entendimento do livro como um bem cultural ajudam a explicar por que as obras literárias não chegam aos estudantes.

“Muitos professores nem sabem que os livros chegam à escola”, afirma Aparecida, que conversou com Carta Fundamental sobre o PNBE, sua inserção nas instituições e a importância da literatura como uma possibilidade de educação cultural que não pode ser puramente escolarizada.


Fonte: Carta Capital