PLANO NACIONAL DE EDUCAÇÃO

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sexta-feira, 9 de abril de 2021

Pesquisadora observa o brincar em casa, na pandemia

 


"A pandemia fez com que as pessoas tivessem que recalcular suas rotas. Com a pesquisadora Renata Meirelles não foi diferente. Ela iniciava uma nova pesquisa do projeto Território do Brincar na cidade de São Paulo quando os espaços públicos foram esvaziados pelo risco emininente de infecção. O brincar foi para dentro de casa. A pesquisadora se viu então desafiada a 'entrar' no lar dessas famílias para entender como essas brincadeiras se dariam e o que revelariam"

Leia a matéria da Carta Capital na íntegra clicando aqui 

Edição de março da Literafro Novidades traz resenhas de oito obras


"Em tempos de pandemia e quarentena, leitura e literatura mais do que nunca deixam transparecer sua faceta prazerosa e, mesmo, terapêutica. O aumento do volume de livros comercializados pelas editoras em 2020 vem comprovar tal constatação, que se apoia também no grande incremento de inéditos produzidos e lançados durante o confinamento. No âmbito da literatura afro-brasileira não é diferente, o que nos obriga a repetir a conduta adotada na edição especial de dezembro e ampliar o número de resenhas e artigos apresentando as novidades a cada dia mais numerosas. Neste número estão presentes Cuti, Edimilson de Almeida Pereira, Itamar Vieira júnior, Abelardo Rodrigues, Tom Farias, Elisa Pereira, Fausto Antonio e Lilian Paula Serra e Deus. Boas leituras!"

Leia a edição de Março de Literafro Novidades clicando aqui

terça-feira, 16 de março de 2021

"Lélia Gonzalez foi a nossa Angela Davis e deveria ser leitura obrigatória nas escolas e universidades"


"Durante visita ao Brasil em 2019, a ativista negra estadunidense Angela Davis (na foto acima com Lélia) disse, em São Paulo: 'Eu acho que aprendo mais com Lélia Gonzalez do que vocês, comigo'. Com esse questionamento, ela escancarou não só o viralatismo comum aos intelectuais brasileiros (o que já podemos concordar em chamar de colonialidade), mas também chamou atenção para uma grande verdade: é incoerente que Lélia Gonzalez não seja lida e valorizada o tanto quanto se deve em escolas e universidades nacionais.

Angela diz isso pois, de forma similar à maneira que seus pensamentos foram transformadores para o movimento negro e feminista dos Estados Unidos nos anos 1960, as reflexões de Lélia foram fundamentais nos anos 1970 e 1980 para traçar um panorama sobre como as opressões de raça, de gênero e de classe se entrelaçam e se manifestam no Brasil.

Uma das fundadoras de instituições como o Movimento Negro Unificado (MNU) e o Instituto de Pesquisas das Culturas Negras (IPCN), Lélia foi ativista, professora, filósofa e antropóloga, além de ser um verdadeiro marco para mulheres que introduziram pensamentos decoloniais — aqueles que questionam a permanência de pensamentos eurocentrados no imaginário de lugares que são ex-colônias, como o Brasil — ao feminismo e ao movimento negros brasileiros. (...)

Filha de uma empregada doméstica de origens indígenas e de um operário ferroviário negro, Lélia trabalhou como babá e também como empregada ainda bem jovem, como conta em entrevista ao jornal “O Pasquim”, de 1986. 'Quando criança, eu fui babá de filhinho de madame, você sabe que criança negra começa a trabalhar muito cedo. Teve um diretor do Flamengo que queria que eu fosse para a casa dele ser uma empregadinha, daquelas que viram cria da casa. Eu reagi muito contra isso, então o pessoal terminou me trazendo de volta para casa'.

Como ativista, a antropóloga participou de organizações políticas importantes para o movimento negro durante o período de Ditadura Militar. Em 1978, por exemplo, ela participou e esteve presente no momento da fundação do Movimento Negro Unificado Contra a Discriminação Racial, que no ano seguinte se tornou apenas Movimento Negro Unificado (MNU). O MNU nasceu com o objetivo de se tornar uma frente de defesa de pessoas afro-brasileiras contra o racismo estrutural que explora e desrespeita comunidades negras desde o início da história do país.

Marco organizacional do movimento negro brasileiro, até hoje a entidade defende os direitos inalienáveis de indivíduos de pele escura de todos os estados do Brasil.

Importante voz para as mulheres integrantes do movimento negro brasileiro, Lélia Gonzalez também usou o ativismo de campo e a produção intelectual para chamar atenção de companheiros de causa para o silenciamento de vozes femininas dentro da militância afro-brasileira."

Leia a matéria de Bárbara Martins para o site hypeness.com.br na íntegra clicando aqui

segunda-feira, 1 de março de 2021

Carolina de Jesus agora é Doutora Honoris Causa pela URFJ

Uma catadora de papel negra que ganhou o mundo das letras, num feito que para muitos parece impossível, agora é Doutora Honoris Causa pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (URFJ). É Carolina Maria de Jesus, a mineira que morou na favela do Canindé, em São Paulo, onde catava papel para sobreviver. A escritora  ganhou o título, em uma homenagem póstuma, pela UFRJ. A aprovação da honraria foi unânime e por aclamação.

Carolina Maria de Jesus se revelou como escritora após os 30 anos, quando se mudou de Minas Gerais para São Paulo após a morte da mãe. Filha de analfabetos, Bitita, como era chamada quando criança, estudou apenas até o segundo ano do ensino fundamental. O curto período nos bancos da escola, no entanto, foi suficiente para fazê-la tomar gosto pela escrita e pela leitura.

 Em 1937, aos 33 anos e grávida, passou a viver na favela do Canindé, zona norte da capital paulista, e a se sustentar como catadora de papel. Sem largar de mão a literatura, aproveitava os cadernos usados que recolhia para registrar o cotidiano em que vivia. Foi assim que deixou uma obra literária atualmente reconhecida como de extrema relevância para a luta antirracista. 

Seu primeiro e mais famoso livro, "Quarto de Despejo - Diário de Uma Favelada", foi publicado com o apoio do jornalista Audálio Dantas, em 1958, a partir das anotações que fazia em vinte cadernos.

Fonte: https://agenciabrasil.ebc.com.br/radioagencia-nacional/cultura/audio/2021-02/carolina-maria-de-jesus-recebe-titulo-de-doutora-honoris-causa-da-ufrj

quinta-feira, 25 de fevereiro de 2021

Pesquisa do Poslin/Fale/UFMG estuda léxico da cidade de Salinas relacionado à cachaça

"Poucas cidades se relacionam de maneira tão intensa com uma atividade produtiva quanto Salinas, no Norte de Minas Gerais. Para ter certeza disso, basta saber que o município é, desde 2018, a Capital Nacional da Cachaça (o título foi outorgado por meio da Lei 13.773). Um aspecto particular dessa relação é o mote central da pesquisa de mestrado defendida recentemente, no Programa de Pós-graduação em Linguística da Faculdade de Letras da UFMG, por Maurício Alves de Souza Pereira. O pesquisador encontrou léxico muito diversificado e elaborou um glossário com 272 entradas. Essas palavras e expressões traduzem, de maneiras distintas, a relação dos salinenses com a produção, a comercialização e o consumo da aguardente de cana, e também aspectos da sociabilidade vinculada à bebida.

Mauricio entrevistou dez homens e quatro mulheres – canavieiros, alambiqueiros, tecnólogos, vendedores, entre outros profissionais. Ele consultou nove dicionários, desde o século 18, e achou a maior parte das lexias nas obras contemporâneas, como Michaellis, Aulete e Houaiss. “A pesquisa revelou modificações de forma e sentido em muitos dos termos, que aparecem relacionados a plantio e colheita da cana, produção – aí incluído o uso de máquinas e instrumentos – e características sensoriais da cachaça, entre outros aspectos da atividade”, conta o pesquisador, que leciona em escolas da educação básica em Montes Claros."

Leia na íntegra em https://ufmg.br/comunicacao/noticias/estudo-lista-quase-300-palavras-e-expressoes-que-revelam-a-relacao-de-salinas-com-a-cachaca



domingo, 21 de fevereiro de 2021

E-book Mulher faz ciência chega à terceira edição


"O terceiro volume do e-book Mulher faz ciência, recém-lançado pela Fundação de Apoio à Pesquisa de Minas Gerais (Fapemig), que perfila mais dez mulheres cientistas, traz histórias e depoimentos de três professoras da UFMG. Elas são Michelle Murta, da Faculdade de Letras, primeira docente surda efetivada na Universidade, Santuza Teixeira e Vivian Vasconcelos Costa, ambas do Instituto de Ciências Biológicas (ICB).

A iniciativa marca o Dia Internacional das Mulheres e Meninas na Ciência, comemorado em 11 de fevereiro desde 2015, quando a data foi instituída pela Organização das Nações Unidas. O objetivo da publicação, que pode ser baixada gratuitamente, é inspirar jovens mulheres, despertar o interesse delas para a carreira científica e valorizar o trabalho de cientistas do sexo feminino. A publicação apresenta profissionais atuantes em diferentes áreas e que também representam as mulheres em sua diversidade."

Fonte: https://ufmg.br/comunicacao/noticias/perfis-res-professoras-da-ufmg-compoem-e-book-que-celebra-mulheres-cientistas

quarta-feira, 10 de fevereiro de 2021

É urgente incluir as desigualdades nos indicadores educacionais

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"O Brasil é um país profundamente desigual, inclusive na educação. O direito à educação se concretiza com a garantia de acesso a uma escola de educação básica, com a permanência regular e prolongada, e, finalmente, com o aprendizado do que é necessário para uma cidadania plena. O artigo 205 da nossa Constituição Federal define que é dever do Estado garantir isso a todos, para o que é essencial dar as condições adequadas de funcionamento às escolas.

Pesquisas acadêmicas, realizadas por vários grupos de universidades brasileiras – como o Nupede, da Faculdade de Educação da UFMG –, mostraram grandes diferenças entre os resultados dos estudantes pertencentes a diferentes grupos sociais e também no que se refere às condições de funcionamento das escolas.(...) Por um lado, é alentador que a lei do novo Fundeb exija a inclusão das desigualdades no novo indicador, possibilitando que, nos próximos anos, a educação brasileira passe a ser monitorada de forma mais adequada. Por outro lado, qualificar e garantir que desigualdades serão consideradas explicitamente pelo novo indicador é tarefa prioritária e ainda em construção. 

Ou seja, as políticas públicas para a educação brasileira precisam ser desenhadas com base em indicadores de monitoramento da qualidade da educação que incluam, a um só tempo, o nível do aprendizado – já utilizado atualmente – e as desigualdades entre grupos de estudantes definidos por características sociodemográficas (sobretudo raça, gênero e nível socioeconômico). Atualmente, as desigualdades são ignoradas no planejamento educacional, feito sob influência do Ideb, o Índice de Desenvolvimento da Educação. Esse indicador não possibilita a explicitação completa das desigualdades, já que, sem acesso especial aos dados, não há como calcular o seu valor para os diferentes grupos sociais."

Leia na íntegra em https://ufmg.br/comunicacao/noticias/e-urgente-incluir-as-desigualdades-nos-indicadores-educacionais

 

 

segunda-feira, 1 de fevereiro de 2021

Em entrevista, Milton Hatoum fala sobre a sua visão de literatura, o colapso de Manaus e a crise sanitária e sua condução pelo governo


"Na última terça-feira (26), o escritor amazonense Milton Hatoum ministrou uma palestra para estudantes da Faculdade de Letras da UFMG, com mediação do professor de literatura brasileira Alexandre Fonseca. No mesmo dia, o escritor concedeu entrevista ao Portal UFMG, e os temas do bate-papo que durou quase duas horas transcenderam a literatura. Hatoum discorreu sobre a crise sanitária, fez duras críticas à sua condução feita pelo governo e mostrou-se assustado com a dependência das pessoas – inclusive de alguns escritores – das redes sociais. Para ele, que diz ter um 'ritmo amazônico' de produção, caracterizado por muita reflexão e reescrita, a literatura é 'contra o circunstancial, trabalha e reaviva o passado'."