PLANO NACIONAL DE EDUCAÇÃO

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sexta-feira, 9 de setembro de 2016

90 anos da UFMG - O pintor, o poeta e o quixote


 Ewerton Martins Ribeiro

Um dos destaques das comemorações dos 90 anos da UFMG é a abertura da Exposição D. Quixote – Portinari e Drummond: releituras de Cervantes, organizada pela Diretoria de Ação Cultural. Com originais e reproduções – ampliadas em painéis de 21 desenhos de Candido Portinari –, a mostra tem como tema O engenhoso fidalgo D. Quixote de La Mancha, obra-prima de Miguel de Cervantes. Cada desenho é acompanhado de glosa poética de Carlos Drummond de Andrade.

"A arquitetura dessa mostra desperta um olhar reflexivo e comparativo de como o artista e o poeta se inspiram e fazem uma releitura da grande obra de Cervantes", afirma Fabrício Fernandino, professor do Departamento de Artes Plásticas da Escola de Belas-Artes e curador da exposição. A mostra está sendo montada por ele no Espaço Expositivo do prédio da Reitoria e será aberta nesta quinta-feira, dia 8, às 18h. A exposição poderá ser visitada gratuitamente de segunda a sexta-feira, das 8h às 18h, até o dia 30 de novembro.

"Essa exposição vem em um momento muito oportuno e justo, em que precisamos acreditar na nossa capacidade de superação, na nossa capacidade de reinterpretar, recriar a vida e principalmente acreditar nas nossas utopias e no poder transformador do sonho. Em meio ao caos, ações como essas nos fazem refletir", afirma o curador.

A vice-reitora Sandra Goulart Almeida também destaca a honra que é para a Universidade realizar uma exposição tão importante no contexto das comemorações dos seus 90 anos. "Uma das temáticas que estamos trabalhando nessas comemorações é a ideia de ‘presente’. O que você quer dar de presente? E o que gostaria de receber? Essa exposição é, pois, resultado de um presente que a UFMG recebeu do professor José Carlos Bom Meihy", registra a vice-reitora.

Na mostra, também será apresentado valioso acervo de edições da coleção de obras raras da UFMG associadas a Cervantes e a sua obra máxima, e serão exibidos documentários sobre Portinari e Drummond. Além disso, haverá projeção de uma coleção de gravuras do pintor, desenhista e ilustrador francês Gustave Doré e exposição de esculturas de José Amâncio de Carvalho, professor aposentado da Escola de Belas Artes. Todas as obras se relacionam com o universo ficcional do romance de Miguel de Cervantes. O ano de 2016 também marca os 400 anos da morte do escritor espanhol.
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Fonte (imagem e texto): UFMG

quarta-feira, 7 de setembro de 2016

Pesquisa dimensiona sub-remuneração de professores em comparação com outras categorias de nível superior



Professores do ensino fundamental e da rede pública ganham, em média, 30% menos que outros profissionais de nível superior, como médicos e advogados, indica pesquisa apresentada nesta sexta-feira, 2, durante o 17º Seminário sobre Economia Mineira, em Diamantina.

O Nordeste é a região com maior número de estados com sub-remuneração de professores, como Pernambuco, Ceará e Paraíba. Minas Gerais ocupa posição intermediária no ranking. Para chegar a um coeficiente de remuneração dos professores, foram usadas informações como sexo, raça, idade, formação profissional e cargo, com base em análises do Censo Demográfico e do Censo Escolar de 2010.

A repórter Jessika Viveiros, da Rádio UFMG Educativa, conversou com a autora da pesquisa, a doutoranda em economia pela UFRJ Gabriela Freitas da Cruz.

Ouça:
https://www.ufmg.br/online/radio/arquivos/anexos/POR%20DENTRO%20DA%20UFMG%20-%20TRATAMENTO%20DESIGUAL%20PARA%20PROFESSORES%20DE%20ENSINO%20SUPERIOR%20-%2002-09-2016.mp3


Fonte: UFMG

Trabalho infantil no Brasil persiste e requer atuação articulada e políticas públicas


O trabalho infantil é uma violação dos direitos fundamentais das crianças e adolescentes previstos na Constituição”. A afirmação é da Secretária Executiva do Fórum Nacional de Prevenção e Erradicação do Trabalho Infantil (FNPETI), Isa de Oliveira. Conforme as estatísticas da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD) do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), em 2014, havia 41,1 milhões de crianças no Brasil, entre as quais 3,3 milhões (8,1%) eram ocupadas. No entanto, de 1992 a 2015, houve uma redução contínua e lenta no número de trabalhadores infantis. A projeção é de que, em 2020, aproximadamente 1,9 milhão deste público ainda esteja na prática produtiva.

Conforme os dados apresentados por Isa, a Região Sul está em primeiro lugar em número de crianças trabalhando, com 10,2%, índice superior à média nacional. O Rio Grande do Sul é o quarto estado no número de casos de trabalho infantil (10,7%). “Crianças e adolescentes estão deixando de estudar para poder trabalhar”, afirma.

Já a Juíza do Trabalho do Tribunal Regional do Trabalho da 4ª Região (RS), Andréa Sain Pastous Nocchi, aponta para uma grande dificuldade na coleta de dados sobre o problema, assim como relaciona este ao trabalho escravo, à falta de políticas públicas, à violência e à educação precária. Segundo ela, a aprendizagem é um fator importante para a redução do trabalho infantil, mas não é o único. Ela deve andar junto às políticas públicas e ao envolvimento da família. Andréa ressalta o fato de que o Brasil não conseguiu atingir a meta de erradicar as piores formas de trabalho de crianças e adolescentes em atividades produtivas até 2015, assim como havia se comprometido. Ela ainda defende que o objetivo só será alcançado com investimentos na educação.

A Doutora em Economia Aplicada pela University of Minessota e Pós-Doutorada em Ciências Sociais Aplicada na Inglaterra e Estados Unidos, Ana Lúcia Kassouf, resgatou o histórico do trabalho infantil no Brasil, que começou na escravidão e se consolidou na Revolução Industrial. Conforme ela, nos anos 90 começou o processo de redução do trabalho infantil em virtude do aumento do número de crianças na escola e da renda familiar. Já Tânia Fortuna, Coordenadora Geral do Programa de Extensão Universitária “Quem quer brincar”, da Faculdade de Educação da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), defende que o brincar é um direito da criança e um fator importante para o seu desenvolvimento. Segundo ela, transformações podem ocorrer através das práticas pedagógicas lúdicas.
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Fonte: OIT-Brasil